domingo, 15 de novembro de 2015

Sonhando com o poeta do asffalto



          



Fiquei parado em meu carro olhando para o infinito
Contemplando as nuvens no céu que iam se escurecendo
O sol foi se apagando em seguida começou a chover muito
Com trovoadas e relâmpagos que riscavam as nuvens escuras

O vento soprava tão fortes que as folhas das arvores iam caindo
Com todo esse temporal derrepente começou a cair pedras de gelo
Ao ver esta cena em meu carro lembrei-me da minha infância no sitio  
Pois quando chovia assim mamãe mandava entrar debaixo da mesa

Naqueles tempos de outrora tínhamos muita fé em DEUS e as crenças valiam
 O povo era humilde, mas muito religioso e acreditava no poder do criador
Hoje neste mundo moderno a fé ficou esquecida e só pensa em riqueza
E a juventude só pensão em se prostituir e usar as ervas malditas

A noite chegou sorrateiramente enquanto a chuva continuava a cair
O poeta do asffalto adormeceu e sonhou um lindo sonho do passado
Vivendo emocionado suas lembranças do passado que jamais ira voltar
Com seu pequeno sitio que um dia viu ele nascer e vir embora para a cidade

Brincou na chuva com os seus velhos amigos que estavam muito felizes
Viu o rio pequeno transbordar alagando toda a varge onde seu pai plantou arroz 
Onde muitas vezes corria entre as plantações para brincar de se esconder
Colheu o milho seco para tratar das criações e sentiu se o cheiro da comida caseira

Sentou se na soleira da porta ao lado de uma linda roseira com rosas avermelhadas
Sentiu se neste momento uma vontade de chorar por viver este momento
Pegou se o violão e começou a cantar aquelas modas de viola que hoje quase acabou
Seu querido pai com a voz meio embargada começou a dueletar com ele

De repente alguém gritou e o poeta acordou desse sonho tão real
Suas lagrimas corria em seus olhos molhando seu rosto cansado
Era um sonho em sua alma de poeta do asffalto que ele quis escrever
E contar como e gostoso sonhar com as lembranças do passado

                                                                           O poeta do asffalto

                                                                           05/11/2015






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