Fiquei parado em meu carro olhando para o infinito
Contemplando as nuvens no céu que iam se escurecendo
O sol foi se apagando em seguida começou a chover muito
Com trovoadas e relâmpagos que riscavam as nuvens escuras
O vento soprava tão fortes que as folhas das arvores iam
caindo
Com todo esse temporal derrepente começou a cair pedras
de gelo
Ao ver esta cena em meu carro lembrei-me da minha
infância no sitio
Pois quando chovia assim mamãe mandava entrar debaixo da
mesa
Naqueles tempos de outrora tínhamos muita fé em DEUS e as
crenças valiam
O povo era humilde,
mas muito religioso e acreditava no poder do criador
Hoje neste mundo moderno a fé ficou esquecida e só pensa
em riqueza
E a juventude só pensão em se prostituir e usar as ervas
malditas
A noite chegou sorrateiramente enquanto a chuva
continuava a cair
O poeta do asffalto adormeceu e sonhou um lindo sonho do
passado
Vivendo emocionado suas lembranças do passado que jamais
ira voltar
Com seu pequeno sitio que um dia viu ele nascer e vir
embora para a cidade
Brincou na chuva com os seus velhos amigos que estavam
muito felizes
Viu o rio pequeno transbordar alagando toda a varge onde
seu pai plantou arroz
Onde muitas vezes corria entre as plantações para brincar
de se esconder
Colheu o milho seco para tratar das criações e sentiu se
o cheiro da comida caseira
Sentou se na soleira da porta ao lado de uma linda
roseira com rosas avermelhadas
Sentiu se neste momento uma vontade de chorar por viver
este momento
Pegou se o violão e começou a cantar aquelas modas de
viola que hoje quase acabou
Seu querido pai com a voz meio embargada começou a
dueletar com ele
De repente alguém gritou e o poeta acordou desse sonho
tão real
Suas lagrimas corria em seus olhos molhando seu rosto
cansado
Era um sonho em sua alma de poeta do asffalto que ele
quis escrever
E contar como e gostoso sonhar com as lembranças do
passado
O poeta do asffalto
05/11/2015
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