Olhando a chuva caindo do infinito fui me emocionando
Ao ver molhando a terra vermelha do chão onde tinha
plantado
O rio pequeno e cauteloso foi se transbordando em suas
vargens
Com a enxurrada que descias da serra levando as folhas
secas do chão
As matas verdejantes ficavam mais linda ainda com a chuva
Até os passarinhos estavam cantarolando de tantas
felicidades
Em seus ninhos aconchegantes seus filhotinhos esperavam
os alimentos
Que seus pais procuravam nas matas em meio da chuva que
ia molhando
Quem já morou num lindo recanto como muitos e teve no seu
passado
A felicidade de curtir a chuva caindo na serra e
saboreando um pão caseiro
A juventudes de hoje não sabem o prazer de estar junto da
natureza
Somente conhece algumas coisas através de vídeo ou
televisão
No tempo da minha infância nossa diversão era nadar nos
ribeirões
Andar galopando pelos pastos atrás do gado leiteiro e dos
bezerros
Caçar de arapucas e tirar mel de abelhas do cupinzeiro e
da ramada
Ouvir as piadas que os adultos contavam até altas horas
da madrugada
Quantas vezes eu adormecia ouvindo os duetos dos sapos e
pererecas
Enquanto na mangueira os bezerros chamavam as suas mães
pois estavam só
A lua simplesmente passeava no azul do céu entre as
nuvens e as estrelas
As horas iam se passando até que o dia começava a surgir
no horizonte
O galo cantava no galho das amoreiras e as galinhas
cacarejavam
O trabalhador da roça já estava acordado para cuidar dos
serviços
Tirar o leite delicioso tratar dos porcos e regar sua
linda horta
Para depois ir na sua lavoura para tiraras ervas daninhas
das plantas
Na chaminé do fogão de lenha a fumaça subia para o ar
Na fornalha do quintal assava se bolo de fubá e pão
caseiro
Enquanto o café que mamãe fazia começava a espalhar seu
aroma
Chamando a gente para saborear todas essas delicias da
roça
De repente alguém me chama e eu acordo e dou um salto da
cama
Olhei assustado para um lado e para outro mas vi que era
um sonho
Que de tantas saudades da minha infância que eu era feliz
e nem sabia
Hoje são apenas bons momentos de recordações e lagrimas
nos olhos
O
poeta do asffalto
25/10/2015
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