domingo, 15 de novembro de 2015

Sonhando com o poeta do asffalto



      



Olhando a chuva caindo do infinito fui me emocionando
Ao ver molhando a terra vermelha do chão onde tinha plantado
O rio pequeno e cauteloso foi se transbordando em suas vargens
Com a enxurrada que descias da serra levando as folhas secas do chão

As matas verdejantes ficavam mais linda ainda com a chuva
Até os passarinhos estavam cantarolando de tantas felicidades
Em seus ninhos aconchegantes seus filhotinhos esperavam os alimentos
Que seus pais procuravam nas matas em meio da chuva que ia molhando

Quem já morou num lindo recanto como muitos e teve no seu passado
A felicidade de curtir a chuva caindo na serra e saboreando um pão caseiro
A juventudes de hoje não sabem o prazer de estar junto da natureza
Somente conhece algumas coisas através de vídeo ou televisão

No tempo da minha infância nossa diversão era nadar nos ribeirões
Andar galopando pelos pastos atrás do gado leiteiro e dos bezerros
Caçar de arapucas e tirar mel de abelhas do cupinzeiro e da ramada
Ouvir as piadas que os adultos contavam até altas horas da madrugada  

Quantas vezes eu adormecia ouvindo os duetos dos sapos e pererecas
Enquanto na mangueira os bezerros chamavam as suas mães pois estavam só
A lua simplesmente passeava no azul do céu entre as nuvens e as estrelas
As horas iam se passando até que o dia começava a surgir no horizonte

O galo cantava no galho das amoreiras e as galinhas cacarejavam
O trabalhador da roça já estava acordado para cuidar dos serviços
Tirar o leite delicioso tratar dos porcos e regar sua linda horta
Para depois ir na sua lavoura para tiraras ervas daninhas das plantas

Na chaminé do fogão de lenha a fumaça subia para o ar
Na fornalha do quintal assava se bolo de fubá e pão caseiro
Enquanto o café que mamãe fazia começava a espalhar seu aroma
Chamando a gente para saborear todas essas delicias da roça

De repente alguém me chama e eu acordo e dou um salto da cama
Olhei assustado para um lado e para outro mas vi que era um sonho
Que de tantas saudades da minha infância que eu era feliz e nem sabia
Hoje são apenas bons momentos de recordações e lagrimas nos olhos

                                              O poeta do asffalto

                                              25/10/2015





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