domingo, 15 de novembro de 2015

Os sonhos e a realidade do poeta do asffalto



                      


Eu sou o poeta do asffalto que teve um sonho
De conhecer seu pais de norte a sul leste e oeste
Ver o dia amanhecer através de um para-brisa
Dormir e sonhar com a esposa vendo as estrelas

As lindas damas da noite mariposas do amor se desfilavam 
Toda sex bela e formosa com seus decotes provocantes
Usando suas minis saias chortes curtinhos atraia os caminhoneiros
Para relaxar e ser amantes por alguns momentos de prazer

Nos postos à beira das rodovias eram ponto de encontro
Todos tinham respeitos e se cuidavam e ninguém roubavam
Os caminhões ficavam com as janelas abertas e tudo era divertido
Onde se contavam histórias piadas e mantinham os banheiros tudo limpo

As viagens eram demoradas e cansativas, mas compensavam todas as dificuldades 
As rodovias não eram pedagiadas e os policiais sabiam respeitar quem os utilizavam
Quando chovia era mesmo um lamaçal e precisávamos usar as correntes nos pneus
Mas quando o sol brilhava era mesmo um poeirão que parecia um fumasse nas estradas

Com a tecnologia e modernização tudo se modificou e hoje temos os modernos caminhões
Onde se tem computadores de bordo e cambio automatizados e rastreadores inteligentes
Mas faltou investir em qualificação respeito seguranças e salários competitivos
Para que os heróis dos asffaltos continuassem nesta profissão tão sofrida e desvalorizadas

O poeta do asffalto viveu bons momentos por este tapete de chão preto
Construiu uma família e sua moradia com muito orgulho e dignidades  
Hoje está aposentado e vive de uma aposentadoria que mal dá para os remédios
Mas segue sua rotina viajando virtual através da internet com muitas emoções

Nesta viagem virtual ele conquistou muitas amigas lindas e maravilhosas
Que tem dentro do seu coração belas palavras de carinhos para cada uma
Pois o seu maior público são as mulheres que curtem suas poesias
Elas são as flores que deixam suas fragrâncias no ar para a inspiração do poeta


                                                                                      O poeta do asffalto

                                                                                                              09/10/2015

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