No quintal de minha casa
Cultivava
muitas coisas
Acerolas
e limões
Lindos pêssegos
também
Numa fenda
do quintal
Uma semente
joguei
Com o
tempo foi nascendo
Um lindo
PE de abobora
Num domingo
de manhã
Acordei logo
cedinho
Ao abrir
minha janela
Avistei todo
florido
Entre as
ramas verdejantes
As flores
pareciam ouro
Com elas
foram surgindo
As abobrinhas
novinhas
Tristeza
senti na alma
Pois tive
que tirar lhe a vida
No lugar
em que nasceu
Não podia
mais viver
Fotografei
com tristeza
Guardei a
dentro da alma
Para lembrar
com saudades
Suas lindas
flores amarelas
Abobora que
nasceu
No quintal
de minha casa
Impossível
não chorar
Vamos guardar
na lembranças
Espero um
dia plantar
Reconhecendo
seu sofrimento
Sabendo que
ia morrer
Assim me
vejo um dia
Rompendo
os caminhos da vida
Isto e
uma homenagem
Onde eu
vi esta maravilha
07\06\12
O
poeta do asffalto