domingo, 15 de novembro de 2015

O trem da saudades do poeta do asffalto



                


O vento soprava suavemente nas janelas do trem
A fumaça ia se espalhando pelo ar com o vento
Nossa viajem estava começando saindo do Paraná
Com o destino de Piracicaba a nossa noiva da colina

Entre os campos verdejantes e matas fechadas o trem seguia
Ao avistar as montanhas sentia se um arrepio, mas logo se via o túnel
Coisa que nunca tinha visto em minha vida desde que tinha nascido
Só conhecia as velhas paineiras onde o gado se ajuntava em sua sombra

Os sabias cantavam alegrando nossas almas de caipira
O trem seguia entre curvas e montanhas subidas e decidas
Passando por rios que encantavam ainda mais a nossa viagem
Levando com suas aguas as marcas da saudade por onde já passou

Nesta linda viagem ficou para sempre em minhas lembranças
Por todos os lados que olhava eu sentia a presença de DEUS
O sol iluminava o dia com sua luz as nuvens passeavam no azul do céu
Assim seguíamos nossa viagem compartilhando com os demais passageiros

Na minha imaginação de criança eu via as matas correndo
No coração a emoção era tanta que nem conseguia dormir
Até que chegamos ao nosso destino na estação da paulista
Que hoje e um patrimônio histórico onde podemos sonhar com o passado


                                                                         O poeta do asffalto

                                                                         06/10/2015

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