Sinto saudades dos meus tempos de criança
Na minha infância não tinha quase nada
Mas ao mesmo tempo eu tinha de tudo
Era só fechar os olhos e sonhar com o que quisesse
Imaginava ser um grande cientistas e pesquisadores
Descobrindo as melhores vacinas para salvar as vidas
Pensava em ser um piloto de um avião e voar como
passarinhos
E pronto eu já estava dentro de um lá no alto além das
nuvens
Sonhava cavalgando nas invernadas com meu cavalo
Recolhendo o gado para poder vacinar contra aftosas
Sentia o cheiro do mato quando ia roçando para plantar
E saboreava um feijão com arroz feito no fogão de lenha
No pomar tinha muitas frutas maduras e deliciosas
Onde os passarinhos vinham todos os dias para se
alimentar
As bananeiras exibiam lindos cachos de bananas graúdas
Até os pés de mamões estavam recheados de mamões
No terreiro as galinhas esperavam ansiosas o milho
Que ia catando com rapidez para comer mais que a outra
Na chaminé a fumaça ia se espalhando pelo ar com a brisa
Anunciando que o fogo estava aceso e pronto para fazer o
café
Hoje só restou a saudades na alma do poeta do asffalto
Sua vida mudou se completamente o seu roteiro
Tudo passou se como um sonho lindo na sua imaginação
Hoje a modernidade parece que só traz a infelicidades
Em minha alma fico imaginando como serás o futuro
Com o Progresso desgovernado do mundo moderno
Onde já não temos mais a melhor bebida que e a agua
E os alimentos estão ficando escaços em nossas mesas
O poeta do asffalto
05/05/2015
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