domingo, 7 de abril de 2013

Sonhos ou verdade



O vento balançava as folhas
Jogando de um lado para outro
Nas flores silvestres eu via
Lindas borboletas que passeavam

No azul do céu olhava
Nuvens brancas no infinito
O sol ia se escondendo
Atrás das altas montanhas

Sentado a beira da estrada
Observava o vai e vem dos automóveis
Fazendo muitas poeiras
Por estas estradas sem fim

Nas casas feitas de barro
Cobertas com muito sape
As chaminés fumassando
No velho fogão de lenha

As lindas roseiras enfeitadas
Com suas rosas vermelhas
Era o cartão de visitas
De quem passavam por La

Como se fosse milagre
Surgia no meio das pedras
Água limpa e cristalina
Pra saciar quem tem seda

A noite chegou como um sonho
Mostrando-me seus encantos
Ouvia no rio pequeno
Uma orquestra bem animada

Grilos, pererecas e sapos martelos
Faziam grandes algazarras
Enquanto num sauveiro
As saúvas trabalhavam

Tudo isso eu vivi
Ao longo de minha vida
Hoje eu sou um poeta
O poeta do asffalto

                                                                                                         05/04/2013

                                                                                                         O poeta do asffalto

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