O vento balançava as folhas
Jogando de um lado para outro
Nas flores silvestres eu via
Lindas borboletas que passeavam
No azul do céu olhava
Nuvens brancas no infinito
O sol ia se escondendo
Atrás das altas montanhas
Sentado a beira da estrada
Observava o vai e vem dos
automóveis
Fazendo muitas poeiras
Por estas estradas sem fim
Nas casas feitas de barro
Cobertas com muito sape
As chaminés fumassando
No velho fogão de lenha
As lindas roseiras enfeitadas
Com suas rosas vermelhas
Era o cartão de visitas
De quem passavam por La
Como se fosse milagre
Surgia no meio das pedras
Água limpa e cristalina
Pra saciar quem tem seda
A noite chegou como um sonho
Mostrando-me seus encantos
Ouvia no rio pequeno
Uma orquestra bem animada
Grilos, pererecas e sapos
martelos
Faziam grandes algazarras
Enquanto num sauveiro
As saúvas trabalhavam
Tudo isso eu vivi
Ao longo de minha vida
Hoje eu sou um poeta
O poeta do asffalto
05/04/2013
O poeta do asffalto
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