segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Eu e a minha roseira



    


Ao curtir está linda postagem da minha amiga 
Minha alma viajou lá no passado da minha infância
Lembrei dessa linda casa que eu vivi alguns anos
Com meus queridos pais e os irmãos que eram sete

Depois que vinhamos da roça cada um fazia suas tarefas
Mamãe era a cozinheira fazias muitas delicias para todos
Mas o prato principal era o arroz pregado no panelão
Que até hoje eu faço e minhas filhas adoram

Ali na soleira da porta eu plantei com muito carinho
Uma mudinha de rosa príncipe negro que ganhei da professora
Os anos foram passando e a roseira também cresceu
Quando chega a primavera suas fragrâncias exalam na nossa casa

Um dia de manhãzinha chegou um lindo caminhão   
Papai vendeu nosso sitio a gente ia morar em uma cidade
Pois papai e mamãe já eram dessa selva de pedras
Piracicaba nos aguardava a nossa chegada com muito estilo

Antes da gente partir a roseira me agarrou com seus espinhos
Ate parece que ela dizia para que eu não fosse embora
Com lagrimas em meus olhos me despedi com carinho
Falei baixinho para ela um dia eu voltarei aqui antes de morrer

O tempo passou como as nuvens passa no céu azul
A minha idade chegou também me aposentei 
Fui visitar a roseira que um dia eu deixei nos meus pensamentos
Pois em meus sonhos sentia a suas doces fragrâncias

Chorei com muita tristeza ao ver tudo abandonado
A casa estava em ruinas somente a minha roseira
Estava muito velhinha assim como eu estou
Mas me agarrou novamente como no tempo passado


                                                    O poeta do asffalto


                                                    08/08 2015  




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