sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Os sonhos de minha infância

Acordei de um sono profundo O sol foi surgindo no horizonte A noite tinha se despedido Deixando o dia que se aproximava Os passarinhos cantavam A brisa soprava lentamente As galinhas no terreiro Estavam todas agitadas As vacas lá na mangueira Os bezerros que berravam Papai tirava o leite uma por uma Com suas mãos calejadas O meu amigo sultão Estava alegre latindo Na chaminé do fogão A fumaça ia subindo Mamãe prepara o nosso café Pão caseiro e queijo meia cura Ali existia muitas farturas Doce de abobora com rapadura Naquela alta paineiras Cantavam os sabias Faziam seus ninhos nos galhos Felizes em meu quintal O tempo passou como as nuvens Aos poucos tudo foi se acabando Hoje só tenho em minha alma Os sonhos de minha infância Papai também já partiu Pra sua derradeira morada Deixando muitas saudades Daquele lindo passado O poeta do asffalto 11/02/2015

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