Acorde num domingo bem cedo
Sentei-me na cama pensando
Fiquei relembrando sozinho
O tempo da infância que foi
Nas manhas de inverno eu via
A relva branquinha de gelo
Da grande geada que teve
Durante a noite inteira
Mamãe no fogão a lenha
Fazia café /e fritava bolinhos
Papai na mangueira cantando
Ordenhava as vacas
leiteiras
No paiol eu ia correndo
Espigas de milho eu pegava
Trazia e jogava no chão
Só pra ver as galinhas juntar
Nas margens do rio pequeno
A neblina era intensa
A gente nem enxergava
As Árvores
ribeirinhas
Os passarinhos cantavam
Anunciando o novo dia
O sol lentamente surgia
Iluminando o sertão
Morando aqui na cidade
Não temos tempo pra nada
Não sinto cheiro do mato
Só vejo as poluições
Meus visinhos pouco conhecem
São todos desconfiados
No meu querido sertão
A gente se conversava
Dizem que somos caipiras
Caipira e quem moram na cidade
Não sabe quem e seu visinho
Visinho que tanto admiram
O poeta do
asffalto
08/03/2009
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