sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Acordei num domingo cedinho




Acordei num domingo cedinho
Fui rever o lugar que nasci
Os olhos se encheram de lagrimas
Dos anos que ali eu vivi

As flores do campo exalavam
Suas fragrâncias no ar
Atrás das altas montanhas
Surgia um sol lentamente

Os passarinhos cantavam
Fazendo grandes algazarras 
Parece ate que dizia
Ele voltou pra ficar

Avistei a casinha de barro
A chaminé fumaciando
O velho fogão de lenha
Estava todo a vapor

No curral as vacas  leiteiras    
Deitada sobre o capim
Esperavam tranquilamente
A hora de entrar na mangueira

O grande amigo fiel
Percebeu que eu vinha chegando
Latindo e abanando  o rabo
Fazia festas pra mim

Mamãe ao abrir a porta
Sorriu com seus braços aberto
Senti seu coração a pulsar
Ao saber que seu filho voltou

Não pude conter a emoção
Chorei com muita tristeza 
Naquele momento senti
A presença de meu velho pai

Papai onde quer que esteja
Um dia vamos nos encontrar
No outro lado da vida
Ao lado de muitos amigos


                                                                              O poeta do asffalto


                                                                            08/04/2012

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