Observando a chuva que cai do infinito entre as nuvens
Molhando a terra fértil no chão que estamos pisando
Fazendo brotar do solo as sementes que plantamos
Enquanto a enxurradas vai transbordando o rio pequeno
Na casa de barro e bambu coberta com muito sape
A lamparina clareava a escuridão da noite escura
Enquanto os curiangos cantavam suas canções
Os sapos e pererecas provocavam um ao outro
A noite foi se despedindo lentamente sem ter pressa
Novo dia foi surgindo com um lindo sol radiante
Trazendo muitas esperanças para quem mora no sertão
E tem uma vida saudável sem agitação das grandes cidades
No pomar os passarinhos constroem seus ninhos
Corruíra no ei tão casa cuida dos seus filhotinhos
João de barro construtor construía sua casa na paineira
Na mangueira que fica ao lado o gado ruminava descansando
Papai e mamãe levantavam bem cedinho antes de nascer o
sol
Tirava o leite puro da mimosa da malhada e da burguesinha
Sentia o cheiro gostoso do café que estava pronto em cima
da mesa
Acompanhado com um delicioso bolo de fubá muito gostoso
No terreiro se ouvia as galinhas e o galo querendo milho
Muitos gansos patos peru que a gente vendia na feira
Enquanto lá no chiqueiro as porcas davam suas crias
Outro estava engordando para reter as gorduras pra
frituras
De repente eu acordei com o meu despertador que me
chamava
Estava na hora de ir para o meu trabalho na indústria da
cidade
Minhas lagrimas molhou o meu rosto velho e enrugado com a
idade
Estava mesmo sonhando com meu reino encantado no sertão
O poeta do asffalto
05/06/2015
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