domingo, 19 de abril de 2015

Deixando o sertão e vindo morar na cidade grande



Era uma tarde tão linda de sol radiante em minha vida
No azul do céu algumas nuvens brancas passeavam
Meu amigo sabia cantava tão lindo numa grande paineira
Toda rosadas com suas flores roxa que exalava suas fragrâncias

Por uns instantes eu senti dentro da alma de poeta do asffalto
A felicidade de estar no meu reino encantado quando era criança
Pois muitos anos deixei e vim morar nesta linda selva de pedras
Contra os meus princípios de criança mas não tinha como não vir

Os anos foram se passando como as fortes chuvas de verão
Nesta cidade grande fui aprendendo e conhecendo as dificuldades
Mas nunca me esqueci das minhas tradições lá do sertão
E da educação que meus pais me ensinaram com respeito

Como uma simples sementinha eu fui me desenvolvendo
Me tornei um caminhoneiro e fui viver nas estradas
Transportando o progresso e enfrentando tantos perigos
Estando sempre apreciando novos desafios e ao lado da morte

Trabalhei por mais de vinte e cinco anos dia e noites sem parar
Dormindo pouco acordando de madrugadas e rodando sem parar
Para levar aos lares da sua linda família abençoada que tem
A comodidades de ter ao alcance das mãos tudo que precisa

Mas como nesta vida em que vivemos tudo tem seu tempo
Este caminhoneiro sentiu se em seu corpo os desgastes do trabalho
Pois foi acumulando em suas viagens tanto estresse do dia a dia
Até que um dia numa linda manhã de sol um tal de AVC o atacou

Hoje ele está aposentado e vive recordando o tempo que passou
Fica escrevendo para não deixar que sua alma entre em depressão
As vezes suas lagrimas molha seu rosto cansado e queimado pelo sol
Mas está sempre consciente que jamais poderás fazer o que fazia

                                                    
                                                   O poeta do asffalto de

  

 




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