quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sonhos do poeta do asffalto

Na minha infância sofrida que eu tive Onde ficou guardado nas lembranças Muitos momentos felizes como tristes Ao lado desta simples família humilde Morávamos num pequeno sitiozinho A onde noz cultivávamos nossos alimentos Arroz plantávamos nas vargens do rio pequeno No alto do espigão se via o verde do milharal Dava gosto de olhar no horizonte sentindo as fragrâncias Igual uma floricultura a gente via uma plantação de girassol Onde as flores iam girando em torno do sol escaldante Cantavam as codorninhas inhambus e as juritis Ao amanhecer o dia no horizonte azul do infinito Lindo sol ia surgindo por de traz das altas montanhas Iluminando a alma e o dia da gente que levantávamos muito cedo Mamoeiro no pomar carregados de mamões de várias espécies A mamãe fazia deliciosos doces cremoso com leite puro Onde todos se deliciavam e ainda vendíamos na vendinha Vivendo aqui nas cidades não temos mais vida Estamos morrendo aos poucos de saudades Jamais sentimos fortes emoções nos corações Onde a tristeza e o desprezo tomaram conta da gente Preciso voltar a rever meu sitio meu paraíso As águas limpinhas do rio pequeno onde eu nadava Ir me refrescar em suas águas com meu corpo suado Na soleira da porta rever o pé de manjericão Encontrar os velhos amigos da infância Ir ao chiqueiro ver os leitõezinhos que nasceram Reviver os bons tempos que se passaram Ao abraçar a velha paineira sombrosa que ainda está ali Sentindo a brisa que beija o rosto dos filhos fujões O poeta do asffalto 31/12/2014

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