domingo, 16 de novembro de 2014

A saudades do poeta do asffalto



Quando éramos ainda crianças
Não compreendia as dificuldades
Achando que a vida era um brinquedinho
Queria tudo na mesma hora

O tempo passou como as nuvens
Tocadas com a brisa dos ventos
Hoje eu sei como e difícil conter
A rebeldia dos filhos que temos

Nas longas viagens da vida
Gastei toda a minha saúde
Correndo atrás do dinheiro
E fazendo muitas loucuras

A saúde foi se desgastando
A idade foi se aproximando
Hoje gasto tudo que ganhei
Correndo atrás da saúde

Se eu pudesse voltar
 Aos meus tempos de crianças
Queria pedir perdão aos meus pais
Por tudo que fiz com eles

Papai já se foi pra sempre
Passou para a vida eterna
Mamãe já está velhinha
Vivendo a vida que Deus lhes deu

Os filhos são que nem passarinho
Quando crescem cria asas
E voam pra bem distante
Deixando muitas saudades

Eu deixo esta mensagem
Escrita aqui no meu blog
Um dia alguém vai lembrar
E vai chorar de saudades

O poeta do asffalto
Parou de ser caminhoneiro
Hoje recorda chorando
As suas grandes viagens

O poeta do asffalto
Partiu para a outra vida
Deixando aqui nesta terra
Suas poesias e sonhos
                                               O poeta do asffalto


                                                                19/10/2014





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