Quando éramos ainda crianças
Não compreendia as
dificuldades
Achando que a vida era um
brinquedinho
Queria tudo na mesma hora
O tempo passou como as nuvens
Tocadas com a brisa dos
ventos
Hoje eu sei como e difícil
conter
A rebeldia dos filhos que
temos
Nas longas viagens da vida
Gastei toda a minha saúde
Correndo atrás do dinheiro
E fazendo muitas loucuras
A saúde foi se desgastando
A idade foi se aproximando
Hoje gasto tudo que ganhei
Correndo atrás da saúde
Se eu pudesse voltar
Aos meus tempos de crianças
Queria pedir perdão aos meus
pais
Por tudo que fiz com eles
Papai já se foi pra sempre
Passou para a vida eterna
Mamãe já está velhinha
Vivendo a vida que Deus lhes
deu
Os filhos são que nem
passarinho
Quando crescem cria asas
E voam pra bem distante
Deixando muitas saudades
Eu deixo esta mensagem
Escrita aqui no meu blog
Um dia alguém vai lembrar
E vai chorar de saudades
O poeta do asffalto
Parou de ser caminhoneiro
Hoje recorda chorando
As suas grandes viagens
O poeta do asffalto
Partiu para a outra vida
Deixando aqui nesta terra
Suas poesias e sonhos
O poeta do asffalto
19/10/2014
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