Lembrando-se de minha infância
Senti no peito muita saudade
De quando eu era criança
No sitio que nós morávamos
Em minha mente eu via
A nossa simples casinha
Toda fechada de barro
Coberta com muito sapê
No pomar frutas madura
No terreiro muitas galinhas
Nos chiqueiro porcos gordos
No curral vacas de leite
Nas vagens do ribeirão
Arrozal parecia ouro
Tudo estava amarelinho
No ponto de ser colhido
No alto do espigão
O verde do milharal
Era o cartão de visita
Pra quem vinha nos visitar
Tudo tem o seu começo
Um dia vai ter que ter fim
O fim chegou tão depressa
Como as tardes de domingo
Hoje só restam saudades
Na minha imaginação
Morando aqui na cidade
Na mais triste solidão
O poeta do asffalto
01/10/2008
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