sábado, 3 de agosto de 2013

O sitio que eu morava



Lembrando-se de minha infância
Senti no peito muita saudade
De quando eu era criança
No sitio que nós morávamos

Em minha mente eu via
A nossa simples casinha
Toda fechada de barro
Coberta com muito sapê

No pomar frutas madura
No terreiro muitas galinhas
Nos chiqueiro porcos gordos
No curral vacas de leite

Nas vagens do ribeirão
Arrozal parecia ouro
Tudo estava amarelinho
No ponto de ser colhido

No alto do espigão
O verde do milharal
Era o cartão de visita
Pra quem vinha nos visitar

Tudo tem o seu começo
Um dia vai ter que ter fim
O fim chegou tão depressa
Como as tardes de domingo

Hoje só restam saudades
Na minha imaginação
Morando aqui na cidade
Na mais triste solidão

                                                                             O poeta do asffalto

                                                                               01/10/2008



Nenhum comentário:

Postar um comentário