A chuva foi caindo lentamente
Aos pouco tudo foi modificando
Como num passe de mágica
Eu contemplava esta maravilha
A poeira que era intensa
Transformou num lamaçal
Andorinhas faziam voo no ar
Como se estivessem bailando
As folhas verdejantes das árvores
Balançavam com os ventos
Rio pequeno e cauteloso
Aos pouco foi transbordando
Os passarinhos cantavam
Queria mostrar suas canções
João de barro construtor
Sua amada acariciava
Observando os pingos da chuva
Saciando a sede da natureza
Com toda esta magia
As lágrimas escorreu em meus olhos
Quem nunca se emocionou
Com a chegada da chuva
Quem nunca agradeceu a Deus
Por mais um dia de vida
Estas são algumas mensagens
Que o poeta do asffalto escreveu
Solitário em seu caminhão
Aguardando carga ou descarga
O poeta do asffalto
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