sábado, 24 de novembro de 2012

Ilusões de um caminhoneiro




Quando eu era criança
Sonhava  em ser caminhoneiro
Queria conhecer o mundo
Sem ter que gastar dinheiro

Naquele estradão de terra
A poeira cobria a gente
Sentia o cheiro do óleo diesel
Aumentava a minha ilusão 

Os anos foram passando
A idade foi chegando
O sonho desta criança
Acabou virando realidade

Hoje me sinto tão triste  
Pois vivo sempre humilhado
Nas indústrias que vamos
 Descarrega ou carregar

Todos querem tirar proveito
Fazem de tudo pra te chatear
Certas empresas, por exemplo,
E um verdadeiro inferno

Nosso querido Pedro truckão
Tentou fazer uma reportagem
Mas por ser um defensor dos caminhoneiros
Não deixaram ele fazer seu trabalho

A culpa desse sofrimento
São os nossos próprios colegas
Que ao invés de se unir
Preferem ficar calado

Os políticos de Brasília
Querem por horário de trabalho
Por que não exigir que as empresas
Façam horários só de dia
 
As empresas deveriam ter
Um pátio com boa estrutura
Restaurantes e banheiros
E uma pessoa para cuidar
 
Os motoristas também
Deveriam ser mais coerentes
Não sujando e nem destruindo
Aquilo que será útil amanhã

Não queremos fazer guerra
 E nem ofender ninguém
Queremos ser respeitado
Ao chegar em suas empresas

Nas grandes cidades somos
Os vilões dos congestionamentos
Todos sabem nos criticar
Mas dependem dos nossos suores

Com carinho transportamos
As roupas, os alimentos e muitos mais
Mesmo debaixo de chuva
Inverno poeira ou calor
Na sua casa recebe
Hoje tem todas as mordomias
Onde noz às vezes nem dormimos
Na esperanças de fazer vocês felizes
Espero que esta mensagem
Ilumine seus corações
Respeitando todos os caminhoneiros
Onde quer que ele se encontre


                                                           
   O poeta do asffalto


                                                             13/10/2012








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