A saudade de casa me sufocava
O meu coração palpitava
Para espantar a solidão
Comecei ajuntar as palavras
E foi assim que consegui
Passar dois dias angustiantes
Para carregar o bruto
E voltar pra minha cidade
Hoje estou na estrada
Rumo ao encontro de quem me espera
Com um sorriso nos lábios
Aguardando a minha chegada
Nas longas viagens que faço
Sinto muito a sua falta
Mas quando estou voltando
a alegria fica estampada no rosto
No radio uma bela canção
Que coincidência fala de nos
Os quero-queros fazem inveja
Fazendo amor sobre o luar
Nas altas araucárias eu vejo
Lindas pinhas com pinhões
Pena que não posso colher
Para levar para meu amor
No meu hotel ambulante
Eu acordo pra sonhar
Gosto de sonhar te olhando
E me perco em pensamento
A chuva cai lentamente
Molhando o corpo da gente
Como eu queria vê-la
Toda molhada também
15/10/1990
O poeta do asffalto
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