domingo, 13 de março de 2011

sera saudade?

Lembrando da minha infância
Choro igual criança
Pois foram muitas lembranças
Que passaram em minha mente
Neste filme que passou
Tive muitas alegrias
Mas tive também momentos tristes
Que eu não queria rever
Não tínhamos quase nada
Mas vivíamos felizes
Nos fins de semana
Tinha festança lá na igrejinha
Eu era ainda criança
Não sabia falar direito
Chamava minha Irma
Pelo nome de “deda-pa-di-di”
Os anos foram passando
Hoje sou um homem cansado
A minha irmã Leila aparecida
Já passou para outra vida
Tenho outros irmãos
Mais não são tão apegados
Por isso choro calado
A dor de uma saudade
Querida Irma Leila
Sei que esta ao lado de deus
Ao chegar ao infinito
Foi recebida por um anjo
Este anjo é meu filho
Que conversa às vezes comigo
Que passa uma fé espiritual
Enxugando minhas lagrimas
Longe deste mundo ingrato
Unido por sonhos e sonhos
Ainda conversa com agente
Não deixando chorar de tristeza
Responde todas as perguntas
Ajudando quem precisa
Fazendo sorrir de alegria
Atendendo quem procura
Esta ao lado de deus
Levando as almas que morrem
Pois na verdade não morrem
Apenas passam para outra vida
Quem acredita em deus
Sabe bem o que estou dizendo
É o olhar para o infinito
E conversar com quem quiser
Por tanto viva com intensidade
Lembrando sempre que agente
Nasce sem pedir e morre sem querer
Pois a vida é muito curta.


                                                                                                                o poeta do asfalto
                                                                                                10/12/10

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